Fazia tempo que não passava aqui.
Mas ainda choro quando estou sozinha.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
terça-feira, 29 de setembro de 2015
O problema é que as pessoas são covardes. Medrosas mesmo.
Somos uma geração de selfies sorridentes, de snaps engraçados, de posts lindos, e completamente falsos.
O importante não é estar bem, o importante é mostrar que está bem.
Mostrar que tem amigos, que vai a lugares, que viaja, que ri, que compra e q vive.
Somos uma geração de selfies sorridentes, de snaps engraçados, de posts lindos, e completamente falsos.
O importante não é estar bem, o importante é mostrar que está bem.
Mostrar que tem amigos, que vai a lugares, que viaja, que ri, que compra e q vive.
terça-feira, 14 de abril de 2015
É assustador pensar no que esperam de você.
Sabemos que independente do que façamos, a expectativa nunca será alcançada.
Eu não tenho relógio, já perdi muito tempo com a dor, mas também aprendi que ela é uma passagem obrigatória onde deixamos coisas e colhemos outras. Nosso passado vira uma casa para dezenas de fantasmas de nós mesmos, espíritos que deixamos mas que sempre vão nos perseguir, isso é claro quando olhamos para trás.
Mas eu também preciso sair daqui, eu vou sair, vou me mudar um pouco e depois voltar com um fantasma a menos e um plano a mais. E não, eu não preciso de estradas para viajar. É uma questão de achar o meu lugar.
.
A vida deixa você andar a vontade, deixa você chegar no fundo do poço para observar você tentar subir e provar que não existe lugar seguro no mundo.
Você corre dos erros, dos julgamentos, das expectativas, do peso, mas, sem direção. Nada te leva a lugar nenhum.
E então você precisa viver, porque não há lugar para chegar. São apenas círculos.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
O perdão.
Porque na maioria das vezes me cobrei com crueldade perdoar alguém. Como se sem esse perdão nunca mais conseguiria andar.
Foi muito tempo tentando e mentalizando o perdão. E falhando nisso.
Me questionei mil vezes. Por que é tão difícil? Eu quero liberar perdão e amor, mas não me restou nada de benéfico pra isso acontecer.
E ah, não posso ser hipócrita e dizer que perdoei. E que peso é esse que sempre nomeei de "falta de perdão"?
Veja só, há algumas semanas percebi que não há perdão para ser dado a não ser a mim mesma.
Que eu nunca vou perdoar ninguém, se inconscientemente carrego culpas que não são minhas.
Não posso dizer que perdoo sem antes pensar no porque preciso tanto fazer isso.
Eu preciso me perdoar. Aceitar que acreditei e isso não é errado. Que confiei e faria tudo exatamente igual. Porque fui verdadeira, sincera e não mereço ser massacrada por mim por simplesmente ter achado que amava.
O peso era esse. Era o perdão que me faltava.
Depois disso, ficou claro que não devia perdão há ninguém, a não ser a mim.
Porque na maioria das vezes me cobrei com crueldade perdoar alguém. Como se sem esse perdão nunca mais conseguiria andar.
Foi muito tempo tentando e mentalizando o perdão. E falhando nisso.
Me questionei mil vezes. Por que é tão difícil? Eu quero liberar perdão e amor, mas não me restou nada de benéfico pra isso acontecer.
E ah, não posso ser hipócrita e dizer que perdoei. E que peso é esse que sempre nomeei de "falta de perdão"?
Veja só, há algumas semanas percebi que não há perdão para ser dado a não ser a mim mesma.
Que eu nunca vou perdoar ninguém, se inconscientemente carrego culpas que não são minhas.
Não posso dizer que perdoo sem antes pensar no porque preciso tanto fazer isso.
Eu preciso me perdoar. Aceitar que acreditei e isso não é errado. Que confiei e faria tudo exatamente igual. Porque fui verdadeira, sincera e não mereço ser massacrada por mim por simplesmente ter achado que amava.
O peso era esse. Era o perdão que me faltava.
Depois disso, ficou claro que não devia perdão há ninguém, a não ser a mim.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Faz tempo que não escrevo, e isso não quer dizer que não venho pensado no que sou.
É páscoa e pra variar está passando A Paixão de Cristo na TV. Sempre choro nesse filme, af.
Quem me conhece de uns 5 anos pra cá não sabe, mas cresci dentro de uma igreja evangélica, mesmo depois que saí por não concordar com o que era pregado, por não concordar com as mentiras, enganos e pela manipulação que vai contra o que Cristo pregava que é o de amar á todos como a ti próprio, e sim amar o dinheiro e foda-se todo mundo, sou cristã. Tenho fé, acredito em Deus e em Cristo. E também não vou generalizar pois seria uma tremenda burrice da minha parte, existem templos cristãos fazendo o bem, pastores com um bom coração preocupados em levar amor e não a pegar dinheiro. Toda generalização é burra. E me irrita quando colocam todos os pastores e igrejas no mesmo balaio.
Meu pai é pastor. Eu cresci indo com ele em comunidades e lugares de descanso para os mendigos para levar sopa ou cachorro quente que minha mãe fazia. Não tenho nenhum brinquedo da minha infância, porque desde sempre o desapego foi ensinado à mim. Passei natais, dia das crianças e afins fazendo kits com doces e brinquedos com minha mãe para levar pras crianças. Mas, mais que isso, meu pai sempre esteve ao lado desses excluídos e depois que ele também parou de frequentar a igreja, ele continuou por sua conta o trabalho social até hoje.
Cresci com todos os mendigos de Santo André cumprimentando meus pais na rua.
Meu pai nunca roubou ninguém, aliás, meu pai foi roubado.
Vou contar um segredinho pra vocês, se você frequenta uma igreja, estuda a bíblia, torna-se pastor mas não entra no joguinho deles, eles te roubam também. Em todos os sentidos.
Tenho muito orgulho do homem que meu pai é, da nobreza do seu coração, e me inspiro para ser assim também.
Por isso, não digam que todo pastor é ladrão, que não presta, que são mentirosos. Existem, poucos, mas existem os de bom coração que não merecem estar nesse balaio de salafrários e golpistas.
É páscoa e pra variar está passando A Paixão de Cristo na TV. Sempre choro nesse filme, af.
Quem me conhece de uns 5 anos pra cá não sabe, mas cresci dentro de uma igreja evangélica, mesmo depois que saí por não concordar com o que era pregado, por não concordar com as mentiras, enganos e pela manipulação que vai contra o que Cristo pregava que é o de amar á todos como a ti próprio, e sim amar o dinheiro e foda-se todo mundo, sou cristã. Tenho fé, acredito em Deus e em Cristo. E também não vou generalizar pois seria uma tremenda burrice da minha parte, existem templos cristãos fazendo o bem, pastores com um bom coração preocupados em levar amor e não a pegar dinheiro. Toda generalização é burra. E me irrita quando colocam todos os pastores e igrejas no mesmo balaio.
Meu pai é pastor. Eu cresci indo com ele em comunidades e lugares de descanso para os mendigos para levar sopa ou cachorro quente que minha mãe fazia. Não tenho nenhum brinquedo da minha infância, porque desde sempre o desapego foi ensinado à mim. Passei natais, dia das crianças e afins fazendo kits com doces e brinquedos com minha mãe para levar pras crianças. Mas, mais que isso, meu pai sempre esteve ao lado desses excluídos e depois que ele também parou de frequentar a igreja, ele continuou por sua conta o trabalho social até hoje.
Cresci com todos os mendigos de Santo André cumprimentando meus pais na rua.
Meu pai nunca roubou ninguém, aliás, meu pai foi roubado.
Vou contar um segredinho pra vocês, se você frequenta uma igreja, estuda a bíblia, torna-se pastor mas não entra no joguinho deles, eles te roubam também. Em todos os sentidos.
Tenho muito orgulho do homem que meu pai é, da nobreza do seu coração, e me inspiro para ser assim também.
Por isso, não digam que todo pastor é ladrão, que não presta, que são mentirosos. Existem, poucos, mas existem os de bom coração que não merecem estar nesse balaio de salafrários e golpistas.
Entrou uma senhora, bem velha, talvez não pela idade que eu não sei, mas pela corcunda e rugas fundas e os olhos baixos, caídos.
Suja, com várias sacolas de pães velhos na mão.
Os seguranças do shopping já ficaram à espreita.
Suja, com várias sacolas de pães velhos na mão.
Os seguranças do shopping já ficaram à espreita.
Ela me chamou e perguntou se eu poderia trocar uma nota de cem reais para ela, como eu não podia, aconselhei ela ir ao Bobs do lado pedir. Eles não trocaram, ela foi em outro restaurante, não trocaram.
Não trocaram em lugar nenhum.
Não trocaram em lugar nenhum.
Ela, inocente, andando pra lá e pra cá com a nota de cem balançando na mão sendo seguida por seguranças, enquanto eu fiquei cuidando das sacolas dela.
Por fim, trocaram o dinheiro dela no Giraffas, mas a fizeram comprar algo.
Por fim, trocaram o dinheiro dela no Giraffas, mas a fizeram comprar algo.
Voltando, os seguranças perguntaram para a senhora de pés inchados, mãos calejadas e olhos cansados de quem ela havia pegado aquele dinheiro.
Ela só respondeu dizendo que uma mulher deu à ela e saiu andando para pegar suas sacolas comigo.
Ela só respondeu dizendo que uma mulher deu à ela e saiu andando para pegar suas sacolas comigo.
Tão sofrida e pura, ela me olhou e disse: "os moço desconfiaram do meu dinheiro, mas tudo bem, porque eu também desconfiei, acho que ela queria me dar dois real e se trapaiô, ninguém dá cem reais pra ninguém".
E foi embora, com os pães velhos e o dinheiro trocado.
Amanhã ela terá um dia bom.
Amanhã ela terá um dia bom.
Faz dois anos que fui diagnosticada com depressão severa. (Depressão Maior).
A gente pensa que com a mesma rapidez que a primeira crise vem, ela se vai. Não, ainda choro quando lembro do insuportável sufoco dos primeiros meses. E choro mais ainda quando o sufoco volta.
A depressão muda tudo. Ela desmascara o mundo e passamos a enxergá-lo em carne viva. O mundo dói demais. Ela pega todos nossos sonhos, expectativas e metas e, sem avisar, joga no lixo e nos obriga a vasculharpara ver se sobrou algo. Nunca sobra, o que ela joga no lixo se deteriora lá e vasculhar é em vão.
Você precisa começar do zero mas não tem forças para isso.
A gente pensa que com a mesma rapidez que a primeira crise vem, ela se vai. Não, ainda choro quando lembro do insuportável sufoco dos primeiros meses. E choro mais ainda quando o sufoco volta.
A depressão muda tudo. Ela desmascara o mundo e passamos a enxergá-lo em carne viva. O mundo dói demais. Ela pega todos nossos sonhos, expectativas e metas e, sem avisar, joga no lixo e nos obriga a vasculharpara ver se sobrou algo. Nunca sobra, o que ela joga no lixo se deteriora lá e vasculhar é em vão.
Você precisa começar do zero mas não tem forças para isso.
A primeira atividade que fiz foi a de aceitar ser uma pessoa doente. A maioria foge do "pessoa doente". Mas em certos casos, como o meu, ou aceita ou morre.
Estou escrevendo isso para expelir a tristeza que me veio hoje, de não conseguir lembrar da minha vida sem depressão e chorar todas às vezes que lembro das crises.
Estou escrevendo isso para expelir a tristeza que me veio hoje, de não conseguir lembrar da minha vida sem depressão e chorar todas às vezes que lembro das crises.
E pra quem acha estranho contar os anos depois de ser diagnosticado, não sou eu quem conta. É a doença.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
De criança eu já era assim.
Mas tinha pureza, as coisas era claras, suaves, perfeitas, sensíveis.
Hoje em dia quando sento no chuveiro, não por cansaço, só porque às vezes a alma pesa.
Qual foi o dia que deu errado?
Qual o dia que eu declarei guerra a mim?
Eu não me lembro, não me lembro e não consigo entender.
Vivo carregando o que todos carregam, dores, amores, desilusões, enfim. Mas porque parece ser mais pesado aqui?
Ah, Deus me perdoe pelos pecados que ainda nem cometi, me perdoe por ter me perdido tanto dentro de mim, me perdoe por me sentir não amada quando sei que você me ama. Só me perdoe e me ajude a sair do lugar que me coloquei. Eu tenho me esforçado tanto, o Senhor sabe...
Mas tinha pureza, as coisas era claras, suaves, perfeitas, sensíveis.
Hoje em dia quando sento no chuveiro, não por cansaço, só porque às vezes a alma pesa.
Qual foi o dia que deu errado?
Qual o dia que eu declarei guerra a mim?
Eu não me lembro, não me lembro e não consigo entender.
Vivo carregando o que todos carregam, dores, amores, desilusões, enfim. Mas porque parece ser mais pesado aqui?
Ah, Deus me perdoe pelos pecados que ainda nem cometi, me perdoe por ter me perdido tanto dentro de mim, me perdoe por me sentir não amada quando sei que você me ama. Só me perdoe e me ajude a sair do lugar que me coloquei. Eu tenho me esforçado tanto, o Senhor sabe...
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Faz 2 horas que tomei meus remédios para dormir e confesso que meus olhos já estão pesados.
Mas não quero me deitar, quero esperar cada um da minha casa dormir e ficar, sozinha, na sala para fazer absolutamente nada. Olhar para a parede ou no máximo a janela.
Em certos momentos não preciso de muito para ser livre.
Me encarar no silêncio e perceber o quão isso é necessário me tira da zona de conforto e da posição de fugitiva da realidade.
Mas agora que sou livre, o que eu faço com a liberdade, aqui, no sofá e olhando para a parede?
Mas não quero me deitar, quero esperar cada um da minha casa dormir e ficar, sozinha, na sala para fazer absolutamente nada. Olhar para a parede ou no máximo a janela.
Em certos momentos não preciso de muito para ser livre.
Me encarar no silêncio e perceber o quão isso é necessário me tira da zona de conforto e da posição de fugitiva da realidade.
Mas agora que sou livre, o que eu faço com a liberdade, aqui, no sofá e olhando para a parede?
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Eu não gosto das sextas feiras. Existiram dias que eu gostava. Hoje em dia elas servem para deixar num estado de solidão profunda. Talvez um dia isso mude, e eu passe a odiar as segundas feiras, como todos.
Há muito tempo não ficava sozinha em casa, hoje, aqui na varanda, eu sentei para esperar o sono, que sempre me vem atrasado e coloquei uma música para tentar mudar um pouco o cenário. Mudou, está chovendo e as únicas luzes que brilham são as do Natal. Que ideia estúpida, sentar na varanda a noite, com chuva e em época de Natal. Enfim, agora já foi.
Mas ainda sobre o dia, me ocorreu algo diferente, conversei com um dos meus melhores amigos, aqueles que mesmo depois de meses, continuam o melhor amigo.
Nós discutimos sobre ignorar a opiniões dos outros, e eu enchi a boca para dizer que não me importo. De fato, não estou nem um pouco preocupada com o que conhecidos falam, pensam de mim, ex colegas da faculdade, pessoas que só passaram por mim, não me importo. Eles não sabem nada sobre mim.
Mas caí na questão do que será que as pessoas próximas pensam, julgam, e sim, é difícil lidar com uma possível decepção vinda de quem você ama, de quem faz tudo por você. Percebi que pequenos segredos guardados precisam ser mostrados e encarar as dores que isso pode me causar.
Não é pelos remédios, pelos cigarros, pelas frustrações.
É porque hoje eu entendi, que o julgo só serve de mim para mim. Ninguém pode me julgar, apontar o dedo, gritar comigo, porque tudo que eu fiz e faço, é porque quero, até mesmo quando me questiono como conseguir chegar tão baixo.
Hoje foi um dia importante, me declarei culpada e agora posso me perdoar. Somente eu, mais ninguém.
Há muito tempo não ficava sozinha em casa, hoje, aqui na varanda, eu sentei para esperar o sono, que sempre me vem atrasado e coloquei uma música para tentar mudar um pouco o cenário. Mudou, está chovendo e as únicas luzes que brilham são as do Natal. Que ideia estúpida, sentar na varanda a noite, com chuva e em época de Natal. Enfim, agora já foi.
Mas ainda sobre o dia, me ocorreu algo diferente, conversei com um dos meus melhores amigos, aqueles que mesmo depois de meses, continuam o melhor amigo.
Nós discutimos sobre ignorar a opiniões dos outros, e eu enchi a boca para dizer que não me importo. De fato, não estou nem um pouco preocupada com o que conhecidos falam, pensam de mim, ex colegas da faculdade, pessoas que só passaram por mim, não me importo. Eles não sabem nada sobre mim.
Mas caí na questão do que será que as pessoas próximas pensam, julgam, e sim, é difícil lidar com uma possível decepção vinda de quem você ama, de quem faz tudo por você. Percebi que pequenos segredos guardados precisam ser mostrados e encarar as dores que isso pode me causar.
Não é pelos remédios, pelos cigarros, pelas frustrações.
É porque hoje eu entendi, que o julgo só serve de mim para mim. Ninguém pode me julgar, apontar o dedo, gritar comigo, porque tudo que eu fiz e faço, é porque quero, até mesmo quando me questiono como conseguir chegar tão baixo.
Hoje foi um dia importante, me declarei culpada e agora posso me perdoar. Somente eu, mais ninguém.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Compartilhei minha vida, minha mente e meu corpo com você.
É verdade, eu era louca, sua amante dos pés à cabeça.
E desse jeito as coisas terminaram.
Fiquei sabendo que você encontrou várias garotas, algumas do passado.
Chegou aos meus ouvidos que você está famoso, que alcançou.
Sei que as coisas demoraram muito mais para acabar para mim, eu fiquei chapada pela cena de ser deixada. E minhas lágrimas nunca secam. Nunca.
Eu era só uma menina selvagem, que até hoje não me perdoo por todas as maquiagens que estraguei por tua causa.
Eu era pequena demais para entender que o amor não é igual para todos, e pensei que chorando teria o que conseguisse, como toda criança faz.
Mas ao mesmo tempo eu era a estrela do palco, tinha muito rock and roll nos meus ouvidos tampando o barulhos dos tiros que você me acertava, e sim, você gostava disso, tinha prazer quando eu gritava para terminar logo com isso, era sádico.
Queria dizer que há perdão para tudo.
Que há perdão para meus sonhos infantis, para minhas ressacas de rainha, para minha luta.
Há perdão para o meu mundo louco, que também me disseram que você odiava.
Não tem problema, eu vivia por diversão, minha vida era diversão, até minha melancolia sorria quando você fingia estar gostando.
Algumas pessoas dizem que tenho um rosto delicado, mas meu coração é bem deprimente.
Você saiu de tudo tão são, e eu tão louca que às vezes penso que foi tudo uma farsa minha e tua. Você era o louco, e eu estava completamente sã, porque eu sentia, eu sentia, eu sentia. Você não.
Olhe para mim agora. Meu rímel está no lugar, e meu blush me deixa corada.
Eu sou uma garota triste que vive bons momentos.
Te desejo o melhor. Porque é isso que falamos para quem não conhecemos.
Te desejo o melhor. Fique bem. Sucesso.
bj.
É verdade, eu era louca, sua amante dos pés à cabeça.
E desse jeito as coisas terminaram.
Fiquei sabendo que você encontrou várias garotas, algumas do passado.
Chegou aos meus ouvidos que você está famoso, que alcançou.
Sei que as coisas demoraram muito mais para acabar para mim, eu fiquei chapada pela cena de ser deixada. E minhas lágrimas nunca secam. Nunca.
Eu era só uma menina selvagem, que até hoje não me perdoo por todas as maquiagens que estraguei por tua causa.
Eu era pequena demais para entender que o amor não é igual para todos, e pensei que chorando teria o que conseguisse, como toda criança faz.
Mas ao mesmo tempo eu era a estrela do palco, tinha muito rock and roll nos meus ouvidos tampando o barulhos dos tiros que você me acertava, e sim, você gostava disso, tinha prazer quando eu gritava para terminar logo com isso, era sádico.
Queria dizer que há perdão para tudo.
Que há perdão para meus sonhos infantis, para minhas ressacas de rainha, para minha luta.
Há perdão para o meu mundo louco, que também me disseram que você odiava.
Não tem problema, eu vivia por diversão, minha vida era diversão, até minha melancolia sorria quando você fingia estar gostando.
Algumas pessoas dizem que tenho um rosto delicado, mas meu coração é bem deprimente.
Você saiu de tudo tão são, e eu tão louca que às vezes penso que foi tudo uma farsa minha e tua. Você era o louco, e eu estava completamente sã, porque eu sentia, eu sentia, eu sentia. Você não.
Olhe para mim agora. Meu rímel está no lugar, e meu blush me deixa corada.
Eu sou uma garota triste que vive bons momentos.
Te desejo o melhor. Porque é isso que falamos para quem não conhecemos.
Te desejo o melhor. Fique bem. Sucesso.
bj.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Eu queria entender porque a maioria das pessoas odeiam as segundas feiras. Dizem que é por conta do trabalho, voltar a rotina maçante do dia a dia. Eu até entendo quando penso que a maioria das pessoas não gostam dos seus trabalhos, e vão apenas pelo dinheiro.
Não, não sou uma lunática que deseja viver de luz, sei que sacrifícios são necessários para chegarmos ao nosso objetivo, o problema é que a maioria esquece dele no meio do caminho, e tudo fica chato, sem graça, sem cor.
Eu gosto das segundas, me dá um ar de recomeço, mais ou menos ao dia 1 de janeiro, e que mesmo sabendo que nada vai recomeçar, a sensação é boa.
Sem falar que a segunda não nos deixa esquecer que existe o sábado e domingo, e nos enche de ansiedade.
Eu odeio mesmo, as sextas feiras, não quero ser do contra, já sendo.
Mas essa obrigação de alegria e sorriso no rosto não me apetece.
Sexta é um dia ótimo para pensar no descanso, em algo que queira fazer no final de semana, e também para se divertir. Mas por querer e não por obrigação.
Às vezes penso que deve existir um livro escrito como devemos nos comportar em cada dia da semana, mas nunca vi para comprar. Mas deve ter, as pessoas seguem à risca os mandamentos semanais.
Nem vou falar de fim de ano que me dá rebordose e desânimo.
Não, não sou uma lunática que deseja viver de luz, sei que sacrifícios são necessários para chegarmos ao nosso objetivo, o problema é que a maioria esquece dele no meio do caminho, e tudo fica chato, sem graça, sem cor.
Eu gosto das segundas, me dá um ar de recomeço, mais ou menos ao dia 1 de janeiro, e que mesmo sabendo que nada vai recomeçar, a sensação é boa.
Sem falar que a segunda não nos deixa esquecer que existe o sábado e domingo, e nos enche de ansiedade.
Eu odeio mesmo, as sextas feiras, não quero ser do contra, já sendo.
Mas essa obrigação de alegria e sorriso no rosto não me apetece.
Sexta é um dia ótimo para pensar no descanso, em algo que queira fazer no final de semana, e também para se divertir. Mas por querer e não por obrigação.
Às vezes penso que deve existir um livro escrito como devemos nos comportar em cada dia da semana, mas nunca vi para comprar. Mas deve ter, as pessoas seguem à risca os mandamentos semanais.
Nem vou falar de fim de ano que me dá rebordose e desânimo.
sábado, 13 de dezembro de 2014
Tenho família mineira, logo, minhas férias sempre foram em Minas.
A família da minha mãe vem de uma pequenina cidade no sul de Minas chamada Ilicínea.
Todo ano, em todas as férias, lá era o meu lugar.
Lembro vagamente de uma casa em que minha vó morou que quando fazia muito calor, enchia-se de formigas, era desesperador. Mas durante o dia esquecia das formigas e brincava com potes de danone, yakult, ou qualquer coisa do tipo. Minha irmã era mais moleque, gostava de pular muro para pegar jabuticaba. Lembro de uma vez que ela caiu, rasgou o shorts e estourou o joelho.
Enfim, depois lembro-me muito bem de um sobrado lindo pra onde meus avós se mudaram, eu adorava aquela casa, tinha 4 quartos, uma para minha vó e vô, um para meus pais, um pra mim e minha irmã e outro para visitas. Tinha uma sala grande, e uma varanda que junto com uma prima fazíamos casinha com cobertores. Eu achava um máximo porque tinha 3 quintais, isso em SP é impossível, eu ficava deslumbrada. Tinha também um galinheira atrás, eu sempre entrava pra pegar ovos ou correr das galinhas, uma vez caí na poça de titica e me sujei dos pés à cabeça, minha vó não me deixou entrar no chuveiro daquele jeito, e tive que tomar banho na pia. Lembro tanto dessa casa, do cheiro horrível da galinha sendo depenada na água morna, de pegar minhocas no quintal, de ficar na varanda olhando pro nada.
Ah, claro, tinha a roça, meu vô plantava café, criava boi, porco e tinha uma horta linda, e várias bananeiras. Nós passávamos o dia lá, meu pai fazia churrasco no fogão de lenha, montava uma piscininha para eu e minha irmã enquanto meu vô pegava cana para a gente chupar.
Eu tinha um pouco de medo de entrar no meio do cafezal porque tinha muita história com cobras por lá, então ia de vez em quando, só para ver os carocinhos vermelhos, e comer umas bolinhas pretas, não me lembro o nome, haviam boatos que era venenosa, e eu comia fantasiando que realmente eram.
Tinha a Gretchen, égua do meu vô, acredito que ele era um grande fã da conga la conga. Ela era branca, e às vezes meu vô colocava eu e minha irmã na carroceria para dar uma volta pela cidade. Eu amava aquilo.
Tudo era muito calmo.
Então meu vô ficou doente, começou com uma dor no dedão do pé, e acabou com a amputação na perna. Depois ele ficou bastante deprimido, a roça, a plantação, as bananeiras, eram a vida dele, e agora ele não podia mais cuidar. Minha vó levou adiante contratando pessoas, mas não é a mesma coisa, por fim vendeu tudo.
Um vez levamos meu vô para ver como estava a roça, fazia anos que ele não ia lá. Eu era pequena, não entendia direito o momento, mas hoje imagino a tristeza do meu vô ao ver tudo que ele cuidava com tanto amor, transformado num grande matagal. Sem nada, sem vida.
Mas como criança, minha diversão tornou-se esperar o sono da tarde do meu vô para ficar andando com a cadeira de rodas dele pra lá e pra cá na casa. Quando ele acordava, corria pra colocar a cadeira no lugar como se nada tivesse acontecido.
A casa tinha muitas escadas, o que distanciava meu vô do mundo, da rua, da calçada. Por isso, minha vó comprou a casa da frente, sem escadas, um quarto a menos e uma sala bem menor, o que fez meu vô apelida-la de ovo, o que eu achava um absurdo, meu vô não suportaria morar em SP, em ver os poucos metros quadrados em que se vive por aqui. Uma casa com três quartos, suíte, quintal, cozinha, área, pomar e dispensa? Isso aqui é luxo vovô.
Nessa casa eu já era um pouco mais velha, já entendia melhor as coisas, e percebia de longe a tristeza do meu vô, que apenas sobrevivia. Não adiantou ir pra lá, ele continuou em casa, sem andar na rua, nem na calçada, ela havia perdido a vontade de viver. Era nítido.
Um dia, ao me despedir dele, ele falou "volta rápido hein, na próxima eu posso não estar aqui". Nesse mês ele faleceu. Foi uma madrugada horrível, a única vez que vi minha vó chorando.
Eu fui crescendo, e cada vez com menos tempo para ir à Minas, não tinha mais como ficar o mês inteiro, já fazia outras coisas por aqui, tinha meus amigos e enfim.
Mas o "ir para a casa da vó" sempre foi sinônimo de paz, sempre imaginei o mundo desabando, e eu correndo para minas, porque lá o mundo não ia desabar. Era uma segurança que ainda sinto com tanta força, que me dá saudade e ao mesmo tempo, alívio.
Não quero falar sobre os meses finais da minha vó, foram muito difíceis. Eu já tinha 22 anos, entendia bem o que estava acontecendo e me doía, doía porque eu sabia que ela ia embora, eu sabia, era só uma questão de tempo.
A última vez que a vi em vida, ela me deu uma mantinha de oncinha, porque se lembrou de mim quando o moço passou vendendo.
Não preciso dizer o quão foi horrível perder minha vó, que mesmo numa cidade tão pequena, amava desfilar comigo pela cidade para mostrar minhas tatuagens. Ela ficava passando a mão tentando entender como aquele desenho não saía da pele. E sempre dizia que achava lindo.
A casa dela, hoje, da minha mãe continua lá, cuidamos como se ela estivesse cuidando, todos os seus móveis, suas rosas no jardim estão intactas. O pé de jabuticaba, de mexerica, de laranja, de temperos, estão todos lá, usufruímos de tudo com muito amor e respeito.
Minha infância em Minas não poderia ser melhor, pescando, andando a cavalo, brincando com minhoca, comendo muito doce e pão de queijo, eram coisas que nunca existiram para mim em SP.
Hoje, a casa da minha vó continua sendo meu refúgio, mesmo sem ela, só há paz naquele lugar. Durmo bem, acordo bem, tudo fica bem.
Tudo muito bem.
A família da minha mãe vem de uma pequenina cidade no sul de Minas chamada Ilicínea.
Todo ano, em todas as férias, lá era o meu lugar.
Lembro vagamente de uma casa em que minha vó morou que quando fazia muito calor, enchia-se de formigas, era desesperador. Mas durante o dia esquecia das formigas e brincava com potes de danone, yakult, ou qualquer coisa do tipo. Minha irmã era mais moleque, gostava de pular muro para pegar jabuticaba. Lembro de uma vez que ela caiu, rasgou o shorts e estourou o joelho.
Enfim, depois lembro-me muito bem de um sobrado lindo pra onde meus avós se mudaram, eu adorava aquela casa, tinha 4 quartos, uma para minha vó e vô, um para meus pais, um pra mim e minha irmã e outro para visitas. Tinha uma sala grande, e uma varanda que junto com uma prima fazíamos casinha com cobertores. Eu achava um máximo porque tinha 3 quintais, isso em SP é impossível, eu ficava deslumbrada. Tinha também um galinheira atrás, eu sempre entrava pra pegar ovos ou correr das galinhas, uma vez caí na poça de titica e me sujei dos pés à cabeça, minha vó não me deixou entrar no chuveiro daquele jeito, e tive que tomar banho na pia. Lembro tanto dessa casa, do cheiro horrível da galinha sendo depenada na água morna, de pegar minhocas no quintal, de ficar na varanda olhando pro nada.
Ah, claro, tinha a roça, meu vô plantava café, criava boi, porco e tinha uma horta linda, e várias bananeiras. Nós passávamos o dia lá, meu pai fazia churrasco no fogão de lenha, montava uma piscininha para eu e minha irmã enquanto meu vô pegava cana para a gente chupar.
Eu tinha um pouco de medo de entrar no meio do cafezal porque tinha muita história com cobras por lá, então ia de vez em quando, só para ver os carocinhos vermelhos, e comer umas bolinhas pretas, não me lembro o nome, haviam boatos que era venenosa, e eu comia fantasiando que realmente eram.
Tinha a Gretchen, égua do meu vô, acredito que ele era um grande fã da conga la conga. Ela era branca, e às vezes meu vô colocava eu e minha irmã na carroceria para dar uma volta pela cidade. Eu amava aquilo.
Tudo era muito calmo.
Então meu vô ficou doente, começou com uma dor no dedão do pé, e acabou com a amputação na perna. Depois ele ficou bastante deprimido, a roça, a plantação, as bananeiras, eram a vida dele, e agora ele não podia mais cuidar. Minha vó levou adiante contratando pessoas, mas não é a mesma coisa, por fim vendeu tudo.
Um vez levamos meu vô para ver como estava a roça, fazia anos que ele não ia lá. Eu era pequena, não entendia direito o momento, mas hoje imagino a tristeza do meu vô ao ver tudo que ele cuidava com tanto amor, transformado num grande matagal. Sem nada, sem vida.
Mas como criança, minha diversão tornou-se esperar o sono da tarde do meu vô para ficar andando com a cadeira de rodas dele pra lá e pra cá na casa. Quando ele acordava, corria pra colocar a cadeira no lugar como se nada tivesse acontecido.
A casa tinha muitas escadas, o que distanciava meu vô do mundo, da rua, da calçada. Por isso, minha vó comprou a casa da frente, sem escadas, um quarto a menos e uma sala bem menor, o que fez meu vô apelida-la de ovo, o que eu achava um absurdo, meu vô não suportaria morar em SP, em ver os poucos metros quadrados em que se vive por aqui. Uma casa com três quartos, suíte, quintal, cozinha, área, pomar e dispensa? Isso aqui é luxo vovô.
Nessa casa eu já era um pouco mais velha, já entendia melhor as coisas, e percebia de longe a tristeza do meu vô, que apenas sobrevivia. Não adiantou ir pra lá, ele continuou em casa, sem andar na rua, nem na calçada, ela havia perdido a vontade de viver. Era nítido.
Um dia, ao me despedir dele, ele falou "volta rápido hein, na próxima eu posso não estar aqui". Nesse mês ele faleceu. Foi uma madrugada horrível, a única vez que vi minha vó chorando.
Eu fui crescendo, e cada vez com menos tempo para ir à Minas, não tinha mais como ficar o mês inteiro, já fazia outras coisas por aqui, tinha meus amigos e enfim.
Mas o "ir para a casa da vó" sempre foi sinônimo de paz, sempre imaginei o mundo desabando, e eu correndo para minas, porque lá o mundo não ia desabar. Era uma segurança que ainda sinto com tanta força, que me dá saudade e ao mesmo tempo, alívio.
Não quero falar sobre os meses finais da minha vó, foram muito difíceis. Eu já tinha 22 anos, entendia bem o que estava acontecendo e me doía, doía porque eu sabia que ela ia embora, eu sabia, era só uma questão de tempo.
A última vez que a vi em vida, ela me deu uma mantinha de oncinha, porque se lembrou de mim quando o moço passou vendendo.
Não preciso dizer o quão foi horrível perder minha vó, que mesmo numa cidade tão pequena, amava desfilar comigo pela cidade para mostrar minhas tatuagens. Ela ficava passando a mão tentando entender como aquele desenho não saía da pele. E sempre dizia que achava lindo.
A casa dela, hoje, da minha mãe continua lá, cuidamos como se ela estivesse cuidando, todos os seus móveis, suas rosas no jardim estão intactas. O pé de jabuticaba, de mexerica, de laranja, de temperos, estão todos lá, usufruímos de tudo com muito amor e respeito.
Minha infância em Minas não poderia ser melhor, pescando, andando a cavalo, brincando com minhoca, comendo muito doce e pão de queijo, eram coisas que nunca existiram para mim em SP.
Hoje, a casa da minha vó continua sendo meu refúgio, mesmo sem ela, só há paz naquele lugar. Durmo bem, acordo bem, tudo fica bem.
Tudo muito bem.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
O homem já foi pra lua à procura de vida. Quando vê alguém pedindo vida na rua, ignora.
O homem gasta sem critérios para preencher a cota do "ter", mas não preenche a cota do "ser".
O homem gasta sem critérios para preencher a cota do "ter", mas não preenche a cota do "ser".
Assistem muita televisão, dormem tarde e acordam cansados para vestir seus sapatos e financiar o banquete de outra pessoa 8 horas por dia.
Brigam e matam pelo futebol e quando chegam em casa, abraçam suas mães.
Trabalham por coisas valiosas e empobrecem seus valores.
Nascem para sobreviver, mas nunca vivem. Poluem seus próprios pulmões, jogam sua água no lixo.
Trabalham por coisas valiosas e empobrecem seus valores.
Nascem para sobreviver, mas nunca vivem. Poluem seus próprios pulmões, jogam sua água no lixo.
Criam laços descartáveis.
O clichê é real. Respeitem seus pais, ame-os. Eles verão todas suas lágrimas. João Batista Vaz Celusa Moscardini Vaz
Cuide dos seus irmãos, eles são a terceira mão que você não tem. Lílian Moscardini Vaz
Cuide dos seus irmãos, eles são a terceira mão que você não tem. Lílian Moscardini Vaz
Abrace seus amigos, além de ser de graça, cura dores.
Diga que os ama, grite que são especiais.
Diga que os ama, grite que são especiais.
Não sabemos até quando estaremos aqui.
Chore com eles, doe-se. Arrume mais tempo.
Não desista do amor, muito menos da paixão, estamos aqui para isso e por isso. Paulo Ricardo Matrone Larissa Rodrigues Natan Lourenço Garcia Ícaro Aragão
Não desista do amor, muito menos da paixão, estamos aqui para isso e por isso. Paulo Ricardo Matrone Larissa Rodrigues Natan Lourenço Garcia Ícaro Aragão
Sinta dor, mas sinta mais coragem para assumi-la e aceita-la.
Estamos onde deveríamos estar. Nosso caminho é um.
Estamos onde deveríamos estar. Nosso caminho é um.
Beijos
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Não foi nada demais.
Foi só um jeito meio estranho de entender.
Não tem nada não.
Foi um movimento errado na hora errada.
Foram só algumas palavras.
Um desvio de olhar.
Acho que foi medo.
Tenho certeza que foi inveja.
Mas não tem problema não.
Foi algo jogado fora.
Deve ter sido um erro
Na viagem, não sei.
Pode ser algo que importou.
Mas deixa, não basta importar sozinho.
Foi só um jeito meio estranho de entender.
Não tem nada não.
Foi um movimento errado na hora errada.
Foram só algumas palavras.
Um desvio de olhar.
Acho que foi medo.
Tenho certeza que foi inveja.
Mas não tem problema não.
Foi algo jogado fora.
Deve ter sido um erro
Na viagem, não sei.
Pode ser algo que importou.
Mas deixa, não basta importar sozinho.
sábado, 15 de novembro de 2014
Ela não é incomum. Sua diferença é viver a realidade, enquanto a maioria, mente.
Chora sem saber o motivo, sua angústia não tem nome, sua fraqueza está no subconsciente.
Desnuda a alma para quem estiver interessado. Ela fala, fala da dor que sente.
Ela não pertence a ninguém, mas sente falta de abraços.
O abraço é a mais forte demonstração de carinho, amor e respeito que existe.
Mais que um beijo, uma transa, um telefonema.
Ela vive no mundo, exatamente como ele é, sem panos, sem ilusões. E sim, dói. O mundo é triste.
Os momentos são felizes, mas o mundo é amargo.
E ela chora.
Todos dias se pergunta "o que mais pode acontecer?" mas logo se lembra que nada tem acontecido ultimamente.
Sofre com o afastamento de algumas pessoas, é sua fragilidade.
Mas vence todo sofrimento sozinha, é sua coragem.
Não há quem diga que seja tão profundo, porque a maioria vive no raso.
Chora sem saber o motivo, sua angústia não tem nome, sua fraqueza está no subconsciente.
Desnuda a alma para quem estiver interessado. Ela fala, fala da dor que sente.
Ela não pertence a ninguém, mas sente falta de abraços.
O abraço é a mais forte demonstração de carinho, amor e respeito que existe.
Mais que um beijo, uma transa, um telefonema.
Ela vive no mundo, exatamente como ele é, sem panos, sem ilusões. E sim, dói. O mundo é triste.
Os momentos são felizes, mas o mundo é amargo.
E ela chora.
Todos dias se pergunta "o que mais pode acontecer?" mas logo se lembra que nada tem acontecido ultimamente.
Sofre com o afastamento de algumas pessoas, é sua fragilidade.
Mas vence todo sofrimento sozinha, é sua coragem.
Não há quem diga que seja tão profundo, porque a maioria vive no raso.
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