Eu era uns 2, 3 anos mais velha que ele, algo do tipo.
Quando o conheci foi engraçado, nós costumávamos nos matar em shows de rock, numa dessas, no meio de uma bagunça generalizada ele caiu nos meus pés e quando se levantou aqueles olhos verdes entraram nos meus. Me apaixonei.
Os dias passaram e pela primeira vez na vida, não consegui esquecer alguém, fui atrás, descobri o nome e disse o meu.
Descobri a sensação de ir dormir pensando em alguém, sonhar e acordar pensando também. Eu estava perdida, enfim.
Me entreguei às cafonices que sempre julguei, me permiti sentir.
Descobri a merda que é a saudade e o ciúme. Descobri o quão bom era ficar sentada no chão de uma estação sem nada pra fazer, sem nada pra pensar.
Aprendi que 3 horas sozinha dentro de um ônibus se tornavam 50, e 12 horas deitada na cama com ele se tornavam 5 minutos.
Eu tive meu primeiro amor.
E a gente sentava na frente da tevê, e nunca assistíamos nada, a não ser uma vez que vimos Alvin e os esquilos porque achamos as vozes muito engraçadas.
Ficávamos andando na rua, sempre sem destino, íamos parando em vários lugares, falando com várias pessoas, rindo e sei lá mais o que.
Eu não precisava de nada, só de uma ligação antes de dormir. Pra mim estava bom.
Nós não sabíamos o que estávamos fazendo. Mas fizemos tudo.
Como todo primeiro amor, uma hora a vida tomou seu caminho, a minha um e a dele outro. Fomos embora.
Quatro anos depois, nos vimos e estávamos tão longe e tão perdidos, que pedi pra Deus nos ajudar a voltar pra um lugar que ao menos soubessem nosso nome.
Tanta coisa mudou, tanta coisa passou e às vezes eu ainda escuto aquelas músicas que eu odiava só pra fingir que as coisas ainda não passaram.
Veja bem, não estou falando dele.
Estou falando de mim. Eu sinto falta de quem eu era.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Fracassei
Teve um momento que eu me lembro bem, eu decidi brincar de crescer.
Larguei os amores, esqueci as paixões e fui ser outra pessoa.
Me apeguei ao Almodóvar, ao García Márquez, escutei a Billie Holiday, porque eles sim sabem das coisas.--
Fracassei, óbvio.
domingo, 13 de maio de 2012
Sonhei.
Sonhei. E agora estou tentando lembrar o momento que você tomou a liberdade de me visitar quando não posso controlar.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Liberdade
Tem dia que eu acordo e vejo poesia em tudo. Até mesmo quando o facebook diz nas minhas postagens que estou perto da Liberdade. Eu sei, é o bairro de SP. Mas soa bonito.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Por mim
E de repente vem aquela vontade ridícula de chorar.
E de escrever.
E de sei lá mais o que.
Nunca por um motivo específico, nunca por alguém, nunca por você, mas sempre por mim.
Mas passa, e com o tempo esses trechos ficam ridículos.
Enquanto esse dia nao chega eu fico com o Buckley, Cash, Dallas, Amy...
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Desligar
Um dia vou ter que parar.
Um dia vou desligar o celular, a televisão, o computador e principalmente, a cabeça.
Vou dominar aquele comichão do vício da informação. Eu vou viver sem saber as novidades.
Não vou postar fotos, nem ver as de ninguém, não vou saber quem ganhou as eleições, nem quem ta namorando com quem.
Vou viver do jeito que ta, do jeito que dá, do jeito que for. Não vou precisar dar atenção a ninguém, porque também não a exigirei.
É, mas um dia eu vou ter que parar.
Assinar:
Postagens (Atom)