segunda-feira, 29 de julho de 2013

O peso das palavras não ditas. Um piano nas costas e um aperto no peito.
Tenho 23, mas às vezes parece que tenho 50. Sensação de que as marcas que venho acumulando não cabem nos meus 23. Sou nova.
Mas envelheci muito nos últimos meses. Não sou menina.
Me sinto sozinha, mesmo cercada de gente, e não por sentir falta de alguém, mas, por sentir falta de mim. Estou com saudade. Onde é que eu fui parar?
Mundo doente. Sociedade hipócrita. Matam por amor. Amam para amar.
Cadê a alma de vocês? Esconderam na vida profissional? Profissão de que mesmo?
Não nasci pra puxar saco. Dar certo na vida é dormir e acordar em paz, com ou sem dinheiro, com ou sem paixão.
Ambições contraditórias e eu sou julgada pela tarja preta.
Mas meus olhos estão bem abertos, vendo a padronização de merda que foi criada e que ainda chamam de felicidade.
Ser feliz é admitir que não sabemos de nada.
A ignorância é uma benção.
Que Deus me perdoe e entenda essa súplica mal feita. Porque já não posso falar, mas, Deus que é grande demais, se quiser pode ler o que escrevo.
Confusa como estou risco todos os meus planos e sonhos se não forem os mesmos de Deus. Sou muito pequena diante disso tudo.
É uma súplica um pouco estranha, mas acredite, transborda de fé.
Eu penso em Deus me pegando pela mão e dizendo: vai por aqui
Eu penso em Deus me colocando no colo de seus anjos para que eles me ensinem novamente a suplicar em voz alto e para que eu volte a sentir paz.
Se você nunca caiu no seu próprio abismo.
Nunca chorou sua fraqueza.
Nunca admitiu um amor, você ainda não viveu.
Não racionalize emoções, porque um dia você perde.
Se abrirem minha cabeça, certeza que viro tema de dissertação e objeto de estudo.
A facilidade que tenho de pular de uma emoção para outra chega a ser assustadora.Sou sarcástica de forma tão cruel e sou apaixonada de forma tão honesta. Que minha vontade de compreensão alheia se esvaiu.