segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sabe aqueles machucadinhos do dia a dia? Quando a gente esbarra em algo, corta a mão sem querer na hora do almoço, leva uma arranhada do cachorro...enfim, tudo vai cicatrizando e a gente deixa lá para sarar. Mas, num movimento involuntário, normalmente quando estamos dormindo, arrancamos a casquinha e adeus cicatrização. Começa do zero de novo.
Eu tenho um monte desses dentro de mim, quando a lágrima cai, nem sei por qual machucado é.
A gente já nasce mascarado. Não sei como, já pensei e tentei arrumar justificativa, mas não encontrei.
É questão de sobrevivência, dizem. Você é falso, eu sou falsa. Nossas roupas, nossos sapatos, nossos olhos, nossa pele, nossa faculdade, nosso trabalho, nosso cabelo, nossas mãos, nosso sorriso e nosso choro, são de plástico.
Um dia, não importa quanto tempo demore, a vida faz a máscara cair e nos dá a escolha de colocá-la ou seguir sem ela pra sempre sem volta e sem súplica.
Desesperadamente escolhemos ficar com ela. Porque um segundo de realidade é angustia.
Não que esteja livre das plastificações da vida, tenho várias fisicamente e mentalmente também, mas, um dia que nem faz tanto tempo assim, eu tirei a máscara. Caí em dor.

Mas quem me vê percebe, ela pode tudo agora que já não tem mais jeito.


domingo, 29 de setembro de 2013

sábado, 28 de setembro de 2013

Rir do futuro como se ele não existisse.
Como se eu fosse acabar amanhã.
Enquanto eu idealizar um futuro, eu espero por ele.
E, sabe, cansei de esperar. O futuro não existe para os ansiosos, ele só é sonho.
O que me move é meu medo infinito de viver não sendo quem sou.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Você é a melhor pessoa da minha vida. Mas só enquanto eu servir para algo.
E você procura e procura uma resposta, quer algo para se apegar, procura algo que diminua a angústia.
E depois de tempos, descobre que nada disso existe.
Que a vida é isso mesmo, sem resposta para nada, sem certeza nenhuma, sem volta. E é só isso mesmo, e estamos aqui por isso, por não saber o porque.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A tristeza vicia.
E a culpa não é dela, nem dele. É nossa.
A tristeza não mata. Quem mata é a angústia de não entendê-la.
A tristeza faz parte, mas quando é fase e não vício.
E a fase nos leva à felicidade. A felicidade não vicia, mas nos tira do vício. Cura.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Então eu fiquei dias e dias pensando: mas meu Deus do céu, não é possível que eu seja tão paranoica.
Será que os outros também não pensam as mesmas merdas que eu? Será que sou tão anormal assim?
Eu olho pra alguém na rua e penso: é ela, só pode ser, ela é mais bonita que eu. Logo depois esqueço.
Eu vejo um homem no metrô com cara de Afeganistão e penso, é homem bomba, vou ficar do lado dele porque quero explodir. Eu vejo uma grávida e quero engravidar também, não ficaria sozinha nunca mais, mas depois dou risada e penso: credo, Débora, mas que nível de carência medíocre.
Eu vejo um casal em horário de pico se beijando na rua e tenho certeza que estão traindo seus respectivos companheiros, mas só quando é horário de pico.
Eu fixo o olhar nas pessoas no trem e mentalmente troco a roupa delas, pro ambiente não ficar tão insuportável, então volto pra realidade e a pessoa está me olhando com aquela cara de assustada e provavelmente pensando: o que essa menina tanto olha pra mim? Se eu pudesse me explicar, só pediria pra ela trocar o sapatenis. Como escreve sapatenis? Sapatênis? Sapa Tênis? Ai enfim, é tão horrível que nem sei escrever o nome disso.
Eu leio todos o horóscopo de todos os signos como se fossem meu, mesmo não acreditando nesse troço, sempre tem algum que diz que algo vai dar certo, mesmo se não for o meu, me apego naquilo. E, mais uma vez dou risada de mim mesma. Que nível, né? Devem ser os remédios.
Eu quero sair, mas penso; e se a merda ficar pior do que já está? Esquece, melhor ficar em casa. Mas se ficar em casa der merda? Melhor eu sair.
Eu não sei, mas dá muito trabalho viver. Eu queria só existir.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Eu gosto do espontâneo. Quem pensa muito antes de falar não me convence.
O verdadeiro parece ter ficado para trás, mas quem sempre anda na frente não tem referência.
Preciso de pessoas diretas. Odeio jogos.

sábado, 14 de setembro de 2013

Eu realmente não entendo o espanto e recriminação de certas pessoas que dizem que exponho meus momentos difíceis no facebook.
Enquanto isso essas mesmas pessoas estão expondo suas maravilhosas viagens, seus maravilhosos passeios, expondo como sua vida é boa e melhor que a de todo mundo.
Meus amores, ninguém vive só de alegria. Eu também posto meus bons momentos e ninguém reclama.
Respeito os que são mais reservados. Mas eu não sou assim, nasci escandalosa. E escrever me faz bem. Seja no facebook, ou nos meus cadernos que não mostro à ninguém.
E tem outra, existe um botãozinho mágico que clicando nele vocês me excluem.
Não posto nada para me vitimizar, nem para me vangloriar. Essa é a minha vida. Boa e ruim.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Quem foi que disse o que é vencer na vida? Quando foi que inventaram o certo e o errado? O que é o vulgar? O que é inaceitável? Por que eu não posso isso ou aquilo? Quem disse o que é ser inteligente? Quem definiu o que é normal?
Às vezes é muito chato existir.
Se soubéssemos o quão fina é a linha que nos separa da loucura, já teríamos pulado e nos entregado a ela a muito tempo.
A vida é um cabo de guerra. E eu não sei como me manter no meio. Nem pra lá, nem pra cá.
Essas sextas eram as minhas preferidas. Quentes.
Sempre convidativas à um bar, à uma conversada jogada fora,  à uma volta na paulista ou à um beijo apaixonado.
Risadas. Muitas risadas vindas de todos os cantos, muitos passando pela rua e parando pra dar um abraço, um "oi". -Senta, toma uma com a gente.
Toda sexta quente era assim. Eu amava.

E existem coisa pior que uma sexta quente? Aquelas que você está em casa e se pergunta, pra que tanto calor? Pra que essa obrigação de se divertir?
Venha segunda.
Sextas quentes me deixam infeliz. É essa música vindo de longe, mas que não me deixa dormir. É esse vai e vem de carros. É vazio. É querer o silêncio, é querer o só.
Toda sexta quente é assim. Eu odeio.

domingo, 8 de setembro de 2013

Fala-se tanto de padrão estético, da ditadura do corpo perfeito, e eu concordo, tem que falar mesmo, porque é inaceitável viver infeliz por causa de um padrão.

Mas, pouco se fala da ditadura de pensamentos, de ideias e do modo de se falar.
Eu não quero, nunca quis impressionar ninguém, muito menos assustar, aliás, eu que me assusto quando falo sobre algum ideal de vida incomum na sociedade e as pessoas ficam chocadas. Não vou ser hipócrita em dizer que não luto por uma vida financeira melhor, é pra isso que estudo e que trabalho, mas, graças a Deus amo o que faço. Mas eu não preciso pensar duas vezes para optar por uma vida mais humilde e com paz na hora de dormir e de acordar, do que viver estressado por causa de chefe, de trabalho e da bosta toda só para suprir desejos consumistas.
Me assusta também quando falo alguma coisa, e alguém comenta que sou muito  ''bocuda'' que devia falar com mais delicadeza. Já ouvi até que pareço homem falando. HAHAHA eu achei engraçado. Mas mesmo achando engraçado, não entendi direito, em pleno 2013 ainda existe a forma correta de uma mulher se expressar e a forma correta e LIVRE do homem de expressar?
Essas regras de comportamento, de perfeição, de ser educada. Não entendo o que é educação para algumas pessoas, em casa não pode falar palavrão, mas na rua não solta um OBRIGADO pro porteiro.

Ou seja, está tudo errado.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Eu falo.
Mais do que devia, eu sei.
Mas, eu falo.
Sempre há aquele momento que solto alguma coisa e todos me olham com os olhos arregalados de terror.
Sou desbocada. Falo das minha intimidades com muita facilidade. Talvez seja por isso que alguns me amam, e vários me odeiam.
Eu já tentei, juro, segurar. Mas não consigo, eu falo.
Falar, falar e falar, e quando não estou falando, estou escrevendo, escrevendo e escrevendo.

Seu ódio me fere.
Seu ódio te mata.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Precisa ter dom para ser moça. Eu não tenho.
Eu não sei me definir, gostaria de achar um jeito pra dizer que bato de frente, de igual pra igual, que não me anulo, que não sou sombra, nem rival, mas não de forma violenta, e sim, de forma amável.
Mas não sei expressar isso. Dane-se.
Enfiam o dedo no nosso ego, e a gente se cura.
Ego.
Quem o acarícia, também cospe.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Me diz onde vende a droga mais pesada que existe.
Onde está o tarja preta mais forte.
Me fala onde eu consigo a garantia da vida.
Onde vocês compram a pílula mais destrutiva.
Me fala onde é, eu pego o primeiro trem, eu vou andando, eu vou correndo. Eu vou.
A tendência de gostar do que não presta.

domingo, 1 de setembro de 2013

Se pudesse, jogava tudo pro alto.
Curava minha ferida, largava minha vida e começava outra.
Bem longe, longe de mim.
Sou destrutiva, meu problema sou eu.
O mundo é terra de ninguém.
A ferida no peito, só minha.
Ninguém vai sarar. Não sara sozinha.
O perdão sara. Faz sumir.
É, eu sei que não existe receita pra felicidade.
Mas perdoar os que te destruíram é um bom começo.
2013: um furacão de malditas mentiras.